top of page
CapaDoisViolõesEmConcerto.jpg
Lançamento do álbum
Dois Violões em Concerto
Concertos Realizados

29 de outubro, domingo, às 16h
Teatro Padre Bento
R. Francisco Foot, 3 - Jardim Tranquilidade
GUARUL
HOS - SP

Dia 8 de outubro, domingo, às 11h
Sala São Paulo - Série Concertos Matinais
Praça Júlio Prestes, 16 - SÃO PAULO - SP

A música feita no Brasil é tão rica que se dá ao luxo de reunir o duo de violões Siqueira Lima e a orquestra GRU Sinfônica de Guarulhos (SP) para executarem peça inédita de André Mehmari, Portais brasileiros 4 - 'A saga dos violões', que por alguns minutos dissolve a distância existente entre o erudito e o popular. Pois é, a obra estrutura-se no rigor da música clássica mas vai além quando traz referências da popular em 'partes' que André intitula como Choro-Canção, Baião Caipira e Polca Carioca.

E  para deixar a combinação ainda mais completa o duo ao lado da orquestra traz obra de Radamés Gnatalli (1906-1988), Concerto nº 3 – para dois violões, flauta e tímpano. 

Tudo isso está no CD Dois Violões em Concerto, (distribuição Tratore) que tem regência do maestro Emiliano Patarra e foi gravado no estúdio do próprio Mehmari, em São Paulo. É projeto aprovado pelo ProAc 2022 e tem produção da Roda Produções Artísticas.
 

Banner_02_DuoSiqueiraLima728x90_GRU.gif
Portais Brasileiros 4 -  A Saga dos violões
André Mehmari

Fantasia para dois violões e pequena orquestra escrita em 2023, Portais Brasileiros 4 faz parte da série de Portais que venho escrevendo nos últimos anos, começando com os dois primeiros, ambos para Cordas, oboés, fagote e trompas. 

 

Há muitos anos sonhando essa parceria, eu e o Duo Siqueira Lima finalmente concretizamos a parceria nesta gravação. 

 

O discurso musical de natureza fluida e rapsódica, embora sem pausas, pode ser dividido em sete principais “momentos musicais”. Uma introdução etérea (explorando a ressonância reverberante das cordas soltas e harmônicos) começa gradualmente a dar espaço a um movimento mais constante e pulsado (ostinatos e harpejos), como o de um antigo trem a vapor que parte de uma estação interior sem um destino final precisamente traçado. Como dizia Guimarães Rosa: a verdade não se encontra nem na partida nem na chegada mas sim nas veredas entre os dois pontos. 

 

Os viajantes, claro, são nossos heróis empunhando seus violões voadores acompanhados por uma orquestra de câmara, enxuta porém generosa em seus possíveis coloridos sonoros: cordas, madeiras, duas trompas e tímpanos. 

 

Pelo caminho, os solistas-viajantes vão se deparando com paisagens características brasileiras - e por isso - tão contrastantes e barrocas em seus extremos de afetos. Daí extraí o subtítulo “a saga dos violões” — por entender a peça toda como uma odisseia na qual os violões são a um só tempo protagonistas e observadores ativos do trajeto. 

 

Alguns movimentos foram diretamente inspirados em características ou “marcas registradas” destes dois virtuosos e versáteis artistas. Assim, o tema do choro-canção brota da própria sonoridade milagrosa de Cecília Siqueira e o baião caipira remete às origens mineiras deste exímio arranjador e violonista (e querido amigo!), Fernando Lima. 

 

Após uma delicada Valsa de Esquina inspirada na melhor de nossas tradições melódico-harmônicas, uma recapitulação variada do primeiro “ambiente” musical nos faz crer e “encarar” a chegada como um recomeço: num ciclo eterno de chegadas e partidas. E nunca somos os mesmos depois de cada viagem! 

 

Em suma, para mim Portais Brasileiros 4 é a realização de um sonho antigo: compor para o Duo que admiro e acompanho de longa data e receber a ótima Orquestra de Guarulhos sob o comando de Emiliano Patarra no meu Estúdio Monteverdi, fazendo a primeira grande gravação orquestral no espaço que desenhei para esta finalidade! Coroando o encontro, temos no mesmo projeto a gravação de uma importante obra do visionário Radamés Gnatalli, uma de minhas grandes referências, com seu Concerto Carioca. 

 

Após a secura e as inevitáveis limitações de uma pesada pandemia mundial, viajar no trem de uma celebração assim ganhou uma conotação ainda mais potente: se o sertão é dentro de nós, ter músicos assim para traduzir em sons o que vai em nosso interior é um grande privilégio e um inesquecível presente. 

 

Obrigado 

André Mehmari 

Orquestra GRU e Duo Siqueira Lima - Foto de Fábio Nunes Teixeira 4.jpg
Orquestra GRU e Flavia Peron - Foto Fábio Nunes Teixeira.jpg

Com a Orquestra GRU Sinfônica
Foto: Fábio Nunes Teixeira
[download - foto 300dpi]

Com o regente Emiliano Patarra e a flautista Júlia Pedron
Foto: Fábio Nunes Teixeira

[download - foto 300dpi]

Concerto Nº 3 - para dois violões
Com flauta, tímpanos e orquestra de cordas
Radamés Gnattali

Em 1972, fomos agraciados com uma partitura singular através da intercessão de nossa estimada mentora, a brilhante Monina Távora: o concerto composto por Radamés Gnattali, destinado a dois violões, um oboé e cordas. Esse momento se destaca como um marco na jornada do Duo Assad, marcando o início de uma relação significativa com Radamés, que perdurou até seu falecimento em 1988. O fruto musical dessa colaboração foi notável, resultando em várias outras composições que floresceram ao longo dos anos. Entre elas, ressalta-se a revitalização de obras anteriormente criadas por ele, incluindo outro concerto originalmente concebido para violão solo, dedicado a José Menezes em 1956, batizado de "Concerto de Copacabana".

 

A partir de 1980, o Duo Assad empreendeu uma jornada internacional, desbravando horizontes além do Brasil. Surgia a possibilidade de colaborações com orquestras em diversos países. Nesse contexto, solicitamos a Radamés uma obra de maior envergadura do que aquela que havíamos gravado em 1974. O concerto para dois violões, oboé e cordas, embora belo, não se mostrava plenamente adequado para a interpretação junto a orquestras internacionais. Radamés prontamente nos brindou com uma segunda versão do "Concerto de Copacabana", ressaltando que, uma vez que uma composição ganhasse vida, adicionar elementos não constituía obstáculo. Assim, uma nova voz para o segundo violão foi urdida, entrelaçando-se habilmente com a trama do primeiro violão, conferindo-lhes um brilho conjunto. A primeira performance dessa renovação ocorreu em Bruxelas, na Bélgica, em 1982.

 

No ano subsequente, 1983, Radamés foi honrado com o prestigioso Prêmio Shell na música brasileira. Celebrando essa conquista, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro testemunhou a estreia nacional da obra, sob a regência do próprio compositor. Em etapas seguintes, a jornada musical do Duo Assad cruzou fronteiras, com interpretações na Alemanha Oriental e Polônia, sempre acolhidas com entusiasmo. No entanto, lamentavelmente, não foi possível realizar uma gravação profissional do concerto, restando apenas registros de apresentações ao vivo.

 

Hoje, regozijamo-nos com a ressurreição do concerto, trazida pelas mãos talentosas do Duo Siqueira Lima, composto por Fernando e Cecília. A harmonia entre esses músicos é tão profunda que suas notas convergem, criando uma unidade que ressoa como um único instrumento, um violão majestoso com muitas cordas e mãos habilidosas. É com grande satisfação que testemunho o registro oficial desta obra tão querida e especial. Saúdem a música de Radamés! Celebremos o Duo Siqueira Lima.

​Sérgio e Odair Assad

FAIXAS

ANDRÉ MEHMARI

Portais Brasileiros 4 – A Saga dos Violões

Para dois violões e pequena orquestra (2023)
 

Introdução

Corta-Jaca

Choro-Canção

Baião Caipira

Polca Carioca

Valsa de Esquina

Tempo Primo e Coda

RADAMÉS GNATTALI

Concerto nº3
Para dois violões

com flauta, tímpanos e orquestra de cordas (1981)

Júlia Pedron (flauta)  Roberto Frota (tímpanos)
 

        I. Allegro

        II. Expressivo

        III. Ritmado

Orquestra GRU Sinfônica
Ficha Técnica 

Diretor artístico e Regente Titular

Emiliano Patarra
 

Regente Assistente
Kevin Camargo

 

Produção Orquestra GRU Sinfônica
Adriano Carrijo
Alicia Ripina

 

Montador
Carlos Alberto Sotero

 

Flautas
Júlia Pedron Peres (solista)
Jônatas Monteiro de
Oliveira Silva (in Memorian)

 

Oboé
Renato Vieira

 

Clarinete
Laís Marina Francischinelli

 

Fagote
Mateus Almeida

 

Trompas
Leanderson dos Santos Ferreira
Eduardo Gomes

 

Tímpanos
Roberto Frota (solista)

 

Violinos I
Renan Vitoriano (Spalla)
Lucas Targino
Lucas Oliveira
Gabriel Canute
Erick Fernandes

 

Violinos II
Samuel Mello
Allan Sanches
Vinicius Correa
Tiago Dias

 

Viola
Camila Ribeiro
Guilherme Bonfim
Jessé Palin de Oliveira
Daniel da Silva Lima

 

Violoncelo
Mayara Alencar
Giuliano Dal Medico
Jonatas Washington dos Santos
José Carlos Mendoza

 

Contrabaixo
Alefe Bebiano
Leopoldo Fernandes de Carvalh
o

Gravação
Estúdio Monteverdi, Mairiporã, SãoPaulo, Brasil
Junho e Julho de 2023 


Produção executiva
Daniel Cornejo - Roda Produções Artísticas


Produção musical
André Mehmari


Engenharia de som
André Mehmari e Gustavo Cândido (assistente)


Edição
Duo Siqueira Lima - Cecilia Siqueira e Fernando Lima


Mixagem e masterização
André Mehmari

Assessoria de imprensa
Tambores Comunicações

Projeto gráfico
Shirley Higa


Fotos
Lou Gaioto (capa)
Fábio Nunes Teixeira


Violões
Cecilia Siqueira: Sérgio Abreu 1984
Fernando Lima: Sérgio Abreu 1987


Cordas
Augustine Regal Red

Tambores Comunicações
Informações à imprensa
Produção
Roda Produções Artísticas
bottom of page